6 HA-LAPID
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Sentenças e Máximas Talmúdicas
Perdoai e Deus vos perdoará.
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Aquêle que recusa socorrer os pobres
comete um pecado tão grave como a ido-
latria.
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As trevas cercam aquêle que espreita
constantemente a ocasião de se fazer con-
vidar para a mesa de outrem.
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Deus eleva aquele que se humilha e
abaixa o que se eleva.
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O homem vê todos os defeitos, excepto
os seus.
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Aquéle que difama incessantemente as
famílias dos outros, mostra dessa forma que
êle próprio é duma família pouco respei-
tável. Vós nunca ouvireís o elogio de
outrem na boca dum homem de baixo
nascimento.-O Rabi Samuel acrescenta:
-Aquêle que maldíz dos outros descobre
dessa maneira os seus próprios -defeitos.
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Adquirir um servo hebreu, é arranjar
um amo para si.
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Todos os princípios são difíceis.
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Todo o orgulhoso é susceptível e todo
o homem susceptível é tolo.
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Um celibatário não é um homem.
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O homem que não frequenta o templo.
que existe na sua cidade, é um mau vizi-
nho.
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Aquele que tem ainda pão no seu cesto
e diz:-Que comerei amanhã? E' um
homem de pouca fé.
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Aquele que não ensina uma profissão
a seu filho, ensina-o a roubar.
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Deus não dispersou os israelitas senão
para espalhar as suas crenças no meio da,
nações.
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As orações que dirigis a Deus devem
ser sempre curtas.
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A calúnia mata três pessoas: mata o
próprio caluniador, aquêle que acolhe as
palavras do caluníador e o caluniado.
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Viver em celibato, é tão grave como
praticar um assassinato.
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Todos os israelitas são solidários uns
dos outros.
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Aquêle que recusa prestar assistência a
um doente é considerado como um assas-
sino
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Aquêle que aceita a esmola sem estar
necessitado será um dia forçado a mendi-
gar; enquanto aquele que é necessitado e
não recorre à caridade (mas se esforça por
todos os meios a remediar-se com o pro-
duto do seu trabalho) será depressa em
estado de socorrer os outros.
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Aquêle que pode impedir que um outro
faça mal e se abstém disso é tão culpado
como o próprio pecador.
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O orgulho é o sinal vulgar da pobreza
do espírito.
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O jejum do dia de Kipur serve de
expia ao dos pecados cometidos contra
Deus; mas não apaga as faltas cometidas
para com o próximo, antes dêle ter obtido
a reparação.
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Quando se entra numa cidade é pre-
císo adoptar os seus usos.
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E' preferível fazer do sábado um dia
de trabalho do que estender a mão à
caridade.
N.º 102, Kislev-Tevet 5701 (Nov-Dez 1940)
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