2 HA-LAPID
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O SIONISMO
A SUA CRIAÇÃO E O SEU DESENVOLVIMENTO
POR ISAAC WEISSMAN
O povo judeu confia na seu futuro porque se sente unido na lula para atingir
o seu objectivo nacional, e também por saber que o Direito e a justiça estão do seu lado.
Os percursores do movimento
Sionista
Sionismo é o nome dado ao movi-
mento que tem por fim restaurar a vida
nacional judaica na Palestina.
Houve, em todos os tempos, individua-
lidades que preconizaram a restauração dum
Estado Hebraico. Citaremos alguns.
Jean Jacques Rousseau, por exemplo.
em 1762:
"Em virtude da sua dispersão, os judeus
não têm possibilidade de proclamar a sua
verdade aos homens em que tivessem um
Estado livre, com escolas e universidades
suas, onde possam livremente manifestar-se
-nesse dia, então, saberemos o que terá
a dizer-nos o povo judaico."
Disraeli (Lord Beaconsfield) nas suas
obras "David Aboy" e "Tancred", e Geor-
ges Eliot, um "Daniel Derinda", advogam
o regresso de israel à terra dos seus ante-
passados.
Mas o verdadeiro pioneiro da ideia
sionista foi Moisés Hess, amigo de Karl
Marx, e um dos fundadores da l'Interna-
cional. No seu livro "Roma e Jerusalém"
aparecido em 1862, escreve:
"Os judeus devem de novo possuir um
Estado, porque a organização de Estado é
a forma normal de uma vida nacional e
que melhor serve os fins de uma nação.
Não é no Diaspora (exílio) - é na Palestina
que o judeu poderá operar a sua salvação."
O Dr. Teodoro Herzl, criador
do Sionismo político
Só, no entanto, em fins do século XIX
é que o Sionismo começou a desenvol-
ver-se. O seu grande criador foi o jovem
jornalista vienense, Dr. Teodoro Herzl, que
produziu, com o seu livro, "O Estado
Judaico", aparecido em 1896, profunda
impressão no espírito dos judeus.
Herzl convocou o I Congresso Sionista,
em Bale, a 28 de Agosto de 1897, onde o
programa sionista da criação de um "lar-
nacional" hebreu na Palestina foi aprovado.
Assim se criou o que se chama sionismo
moderno ou sionismo politico.
A Inglaterra oferece a Uganda aos judeus
Esta conferência judaica, a primeira
realizada depois da dispersão do povo
hebreu, produziu profundas repercussões
por toda a parte. A Inglaterra ofereceu,
então, a Uganda ao povo judeu, com direi-
tos especiais para lá criarem o seu "lar".
Este projecto da Uganda foi, todavia, rejei-
tado pelo Congresso Sionista de 1905, por-
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a existência do patriarca não foi mais que
uma longa e penosa ascenção para o bem.
Yaakob, na raiz do qual se descobre akob,
"embuste" transformou-se pouco a pouco
em yocher-el, "rectidão e força" e em
sara-el, "lutador poderoso". Usando do
processo habitual da guematria, do valor
numérico das consoantes formando as pala-
vras, os nossos Sábios não hesitaram em
descobrir na de garti, "eu morei" (junto
de-Laban), as Taryag miçvotlz, os 613
deveres da tradição que Jacob teria inte-
gralmente cumprido, num meio bastante
hóstil a este cumprimento. A inocente,
mas significativa exegese dos nossos dou-
tores confirma assim as lições da história'.
Israel permanece o equivalente da luta.
aperfeiçoamento, vitória na luz.
Marthieu Wolff.
De Univers Israelite.
N.º 136, Tevet-Adar 5707 (Dez-Fev 1946)
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