HA-LAPID 5
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Gibraltar e veio estabelecer em Tripoli.
Aqui foi o fundador dos Regignanos. Fun-
dou em Tripoli a Sinagoga Barukh em 1830.
Foi vice-cônsul ingles na cidade de Derna
(Cirenaica) nos anos de 1820-21-22, Um
seu descendente Huato Bexnino Regignano
foi uma pessoa má (Ish Belial).
Um advogado Félix Regignano foi patriota
italiano e um dos carbonários; combateu ao
lado do General Zucchi em 1831, e David
Regignano contribuiu para a impressão da
obra de Recanati Dicionário Hebreo-Caldaico.
HORI-Familia berbere de Uad Serus
(Tripolitánia) que se converteu ao judaísmo
no século VII da era cristã.
Os Hori de Tripoli são violentos e ran-
corosos, afortunadamente são poucos.
O Dr. Slouschz descobriu em Uad Serus
uma mazeva (pedra tumular) dum Hori do
século XIV.
BARANES-Família berbere originária
da Argélia que se converteu ao judaísmo no
tempo da rainha hebraica Al-Kahena no
século VII.
Os Baranes são numerosos na Tripoli-
tania.
HENRIQUES -Família originária da
Península Ibérica.
No cemitério hebraico de Tripoli encon-
tra-se um túmulo dum Gabriel Henriques,
morto no ano de 1830.
Em Tripoli já não existem Henriques.
RABBA-Familia originária da Sicilia,
que se estabeleceu em Tripoli na idade
média. Deu muitos Rabinos entre os quais
Sião Rabba, Haim Rabba, todos membros do
Tribunal Rabínico de Tripoli.
ZANCO-Familia originária da Calábría
e veio estabelecer-se em Tripoli na idade
média.
NUNES VAZ - Familia originária da
Península Ibérica. Uma Carolina Nunes
Vaz, nata em Livorno e morta em Tripoli em
26 de Janeiro de 1932, foi a fundadora da
primeira escola feminina italiana em Tripoli.
MEGHNAGI-Família originária de
Meknez (Marrocos) e estabeleceu-se em
Tripoli por 1800.
TAMMAN -Familia originária da Síria
e estabeleceu-se em Gebel (Tripolitánia) no
tempo de Antioco Epifania (150 anos a. c.).
GIARMON - Família originária de Germa
(Phasania) e estabeleceu-se em Garian em
tempos remotos.
RACCAH-Familia originária da Pe-
nínsula Ibérica. Foi estabelecer-se em Li-
vorno (Itália), Amsterdam (Holanda) e na
Argélia: em Livorno eram fortes comercian-
tes e tinham agencias comerciais também
em Hamburgo (Alemanha).
De Livorno alguns dos Raccah foram
para Smirna (Turquia) por 1600. Um Arão
Raccah foi em Smirna negociante de frutas
e um seu filho de nome Abraam tinha mo-
nopólio do comércio de seda na cidade de
Smirna, enquanto um outro filho de nome
Meshod foi um estudioso de literatura ra-
binica.
Em Smirna Meshod Raccah estudou sob
a direcção dos rabinos Abulafia e H. Cohen,
Meshord Raccah veio para Tripoli por 1750
e foi rabí-mor. Escreveu Maase Rokeah, o
primeiro volume impresso em Veneza, o
segundo volume em Livorno; um outro vo-
lume desta obra perdeu-se. Êste rabi mor-
reu em Tripoli.
Os descendentes de Meshod Raccah,
foram: Baruk, seu filho mais velho, foi
comerciante e tinha relações comerciais com
o Sudan, Nigéria, Kano e Tombucto; seu
filho Joseph foi rabino.
Um filho de Baruk de nome Isaac, co-
merciante, tinha navios mercantes os quais
usavam a bandeira de Veneza. Um filho de
Isaac foi Salomão, rabino e poeta.
Os filhos de Salomão foram: Rabi Jacob
Raccah, citado no Diário de Benjamim II, e
Rabi Sião Raccah fundador da Hebra David
Ha-Melekh de Tripoli, Gabai e benfeitor.
Um filho de Sião é o Huato (Victorio)
pai do escrevente.
Ele é ainda vivo, ele ajudou os imigrados
judeus da Europa Oriental de passagem de
Tripoli directamente para a América (pelos
anos de 1889-90-91 e depois).
Um filho de Huato é Jacob, um dos fun-
dadores dos Macabeus de Tripoli e professor
no Talmud Torah; Rafael, filho de Huato,
foi fundador de Hevrat Bahuri Sion de Tri-
poli e da Hevrat Dudaim para a juventude.
Gabriel, o único escrevente histórico hebreu
tripolitánio, sionista revisionista, é membro
do grupo sionista revisionista de Tripoli.
Na Itália viveram: Guido Raccah, advo-
gado, percursor do sionismo, falecido em
Milão; Luís Raccah, advogado em Livorno;
Júlio Raccah, professor universitário; Leão
Raccah, rabino e jornalista em Livorno;
Victorio Raccah, professor; Paulo Raccah,
tenente do exército.
N.º 112, Ab-Elul 5702 (Jul-Ago 1942)
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